Sem dúvidas, o século 20 foi o século dos carros.

A introdução da produção em massa de veículos motorizados representou uma revolução em mobilidade e conveniência, bem como um marco importante na democratização da capacidade de se movimentar. Essa ambição por movimento e liberdade individual levou a um triunfo dos carros e ao planejamento urbano para atender essa demanda.

Os legados da era do planejamento urbano para o tráfego de veículos são claramente visíveis por cidades em todo o mundo, podemos ver essas cicatrizes em calçadas estreitas ou inexistentes, em espaços públicos reservados a vagas de estacionamento, e em rodovias e estradas que segregam bairros para servir uma expansão ao subúrbio.

Os efeitos negativos do uso intenso de veículos motorizados no meio urbano são significativos e evidentes. A motorização é dependente de uma fonte de combustíveis não-renováveis e contribui imensamente para a poluição do ar e a poluição sonora. Velocidade é a maior causa de mortes prematuras e ferimentos nas ruas, e o congestionamento é um problema custoso para as cidades.

O desenvolvimento de estilos de vidas centrados nos carros contribuem para a redução da realização de atividades físicas regulares e o aumento da obesidade na população, enquanto a expansão aos subúrbios contribui para o isolamento e a desconexão de comunidades.

Em 1960, um movimento crítico criado por pensadores como Lewis Mumford, Jane Jacobs, William H. Whyte e Jan Gehl questionou a dominância dos carros, guiados por preocupações na redução de se ter como foco o ser humano nos projetos urbanos. Entretanto, a crescente consciência do papel da caminhada no debate urbano é um fenômeno relativamente recente.

Apenas recentemente a mobilidade foi reconhecida como um fator fundamental para alcançar o desenvolvimento urbano sustentável. Consequentemente, o desejo de ter ruas habitáveis e vivas tem aumentado por todos os cantos do mundo. Várias cidades já começaram a tomar medidas nesta frente.

Na escala global, cidadãos têm recuperado suas ruas como espaços públicos.

Embora enfrentem problemas similares nesse processo, as cidades tem enfrentado diferentes desafios em relação ao seu contexto, particularmente relativo a dois fatores:

  • o desenvolvimento econômico, diretamente proporcional ao nível de motorização; e
  • o padrão urbano de densidade, que assume uma gama diferente de intervenções possíveis.

A conscientização sobre a existência de diferentes cenários para melhorar a capacidade de caminhar nas cidades implica na necessidade de compreender diferentes contextos urbanos, a fim de identificar soluções para melhorar a habitabilidade e a prosperidade de uma cidade em diferentes partes do mundo.

No próximo post discutimos quais são os motivadores para a mudança em direção a cidades mais caminháveis, em breve mais postagens a respeito desse tema.

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