As Lâmpadas LED são uma invenção da década de 90, primeiramente restrita a usos em computadores, que mais recentemente vem ganhando força como alternativa econômica às demais opções do mercado.

As principais vantagens do LED em relação às lâmpadas fluorescentes, incandescentes e alógenas tem relação com o seu baixo consumo de energia e alta durabilidade, aspectos claramente vantajosos do ponto de vista ambiental. Contudo, devido a essas vantagens, houve um grande movimento de substituição de lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED em ambientes empresariais e domésticos sem que houvesse tempo de se avaliar com cuidado todas as implicações ambientais dessa mudança.

Algumas características do desempenho ambiental dos diferentes tipos de lâmpadas podem ser observadas na imagem a seguir.

Figura 1 - Desempenho ambiental de lâmpadas

Observando as diversas características das lâmpadas é possível perceber que cada tipologia apresenta características ambientais distintas, ou seja seus pontos fortes e fracos divergem. Alguns destaques do desempenho ambiental das lâmpadas são:

Materiais tóxicos: lâmpadas de incandescentes apresentam a menor quantidade de materiais, enquanto nas lâmpadas fluorescentes é encontrado mercúrio e nas lâmpadas LED há grande mistura de materiais na qual podem ser encontradas substâncias como chumbo arsênico e metais de terras raras (Lutetium (Lu), Cerium (Ce) e Europium (Eu)).

Economia de Energia: As lâmpadas LED são campeãs nessa categoria necessitando de apenas 20 W para de potência para produzir 1600 lumens (claridade). Para produzir os mesmos 1600 lumens uma lâmpada fluorescente necessita da potência de 23 W e uma incandescente de 100W.

Durabilidade: Também nessa categoria os LEDs são campeões tendo durabilidade próxima de 20.000 horas enquanto lâmpadas fluorescentes compactas chegam a 10.000 horas e incandescentes apenas 750 horas.

Baixa Radiação UV: Esse tipo de radiação é muito pouco produzido por lâmpadas incandescentes e praticamente não é produzida pelas lâmpadas LED, enquanto algumas quantidades mais relevantes são produzidas por lâmpadas fluorescentes. Essa característica tem tornado o LED ideal para iluminação em museus, evitando a deterioração das obras.

Reciclagem Eficaz: Devido ao fato de a lâmpada incandescente pertencer a uma tecnologia mais antiga existem opções para sua reciclagem contudo essa reciclagem não acontece com tanta frequência, devido ao baixo valor dos componentes. Motivada por preocupações com a saúde e com meio ambiente e devido ao alto valor dos componentes as lâmpadas fluorescentes tem um processo de reciclagem bem estabelecido que, contudo, é inviabilizado quando há descarte incorreto ou quebra das lâmpadas. As lâmpadas de LED, por sua vez, têm sido tratadas como resíduo inofensivo e na maioria das vezes descartadas como lixo comum, porém, mesmo essas deveriam ser descartadas como resíduo eletrônico devido à natureza dos seus componentes. Mesmo se descartadas como resíduo eletrônico (tipo de resíduo classe I – perigoso) as lâmpadas LED ainda não possuem um processo de reciclagem bem estabelecido o que pode fazer com que seus materiais, que incluem substâncias tóxicas, não sejam reciclados ou contaminem o solo e a água.

Um estudo feito pela University of Califonia Irvine descobriu que disposição de lâmpada LED no solo pode levar a quantidade acima das permitidas para substâncias como o arsênio e níquel. Na imagem abaixo podem ser observados os principais componentes encontrados em lâmpadas LED.

Figura 1 - Desmontagem de lâmpadas (Fonte: www.led-professional.com)

O LED e a legislação Brasileira

Enquanto no Brasil ainda não existem legislações claras a respeito da destinação final de resíduos de LED, desde 2003 a União Europeia possui diretivas relacionada aos resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos (WEEEs, que incluem os LEDs). No Brasil, há uma minuta elaborada pela Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), através do CONAMA, em 2012, que sugere a questão da gestão integrada e compartilhada, assim como abordado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. A minuta estabelece que a destinação final ambientalmente adequada das lâmpadas inservíveis (que incluem LEDs) deve ocorrer pela logística reversa, isto é, através de uma articulação entre fornecedores, distribuidores, varejistas e usuários. Este documento demonstra esforços em regular o resíduo gerado a partir do LED que devem em breve culminar em um requisito legal formalmente estabelecido.

Recomendações da Genos

Nossos especialistas recomendam:

1 - tratar as lâmpadas LED como resíduos eletrônicos e;

2 - conduzir esforços para logística reversa desta resíduos.

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