São Paulo, como a maioria das cidades brasileiras, apresenta uma concentração de equipamentos e serviços em sua área central, o que gera um movimento pendular constante entre periferia e centro. O estudo realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) é de extrema importância para conseguir entender melhor as demandas da população de uma maneira mais igualitária, e não-generalizada, visando a criação de políticas públicas mais inclusivas.

Foi analisado o motivo da viagem distinguido por sexo. Pelos dados, é possível perceber que este apresentava mais variações entre as mulheres, o que pode ser atribuído à diversidade de funções que geralmente lhes são designadas, e que vão além do percurso casa-trabalho e podem incluir percursos à supermercados, postos de saúde, creche, entre outros.

A mobilidade da mulher em São Paulo

Figura - Gráfico de viagens por modo principal de transporte, por sexo em porcentagem.

Também foi observado que mulheres utilizam o transporte público em maior porcentagem do que os homens (40,5% contra 34,7%) e andam mais à pé (74,6% contra 62,5%). Além disso, motivos sociais e urbanos fazem com que o deslocamento de mulheres seja limitado, o que incita maiores idas e vindas à pé. Isso gera a necessidade de criar meios de inclusão e requalificação dos modos de mobilidade que tenham como objetivo reduzir desigualdades, tais como diminuição da velocidade de vias, maior numero de motoristas mulheres, desembarque noturno de transporte coletivo em locais seguros, iluminação, etc.

É importante apontar a desigualdade social entre as mulheres. Mulheres com faixas de renda maiores, possuem uma relação menos desigual na divisão do trabalho, apresentam maior acesso a equipamentos e uma melhor condição no trabalho. Portanto, a instalação destes mesmos equipamentos de caráter público em maior alcance para todos é essencial para nivelar essa desigualdade.

Deste modo, é possível afirmar que a desigualdade entre sexos é algo que acaba influenciando no deslocamento da mulher e que portanto, uma mobilidade para todos deve levar em conta os aspectos sociais e econômicos de uma sociedade, para que o transporte possa ser verdadeiramente inclusivo.

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