O processo de urbanização de favelas no Brasil é relativamente recente e suas consequências na vivencia de seus moradores ainda estão sendo estudados.

Um estudo do ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento) publicado no ArchDaily sobre o Complexo da Maré, área próxima ao Centro do Rio de Janeiro, aponta que o uso dos meios de transporte ativos (locomoção a pé ou de bicicleta) pelos moradores de favelas é significante, principalmente se analisado numericamente. A porcentagem nacional para cidades com mais de 60 mil habitantes é de 35%, e nas favelas esse número cresce para 57%, sendo a maioria dos usuários deste meio de transporte mulheres.

A urbanização destes espaços deve ser planejada de maneira a não só prover a integração das regiões com o entorno, mas também feita seguindo os princípios de mobilidade urbana. Os estudos mostram que após a pavimentação de vias no Complexo da Maré, houve um aumento exponencial de automóveis e motocicletas nas vias, o que gerou em um período de 10 anos um aumento de 900% no número de fatalidades em acidentes viários, ampliado de 2,1% para 19,4% no período de 1996 a 2006.

Assim, o planejamento deve ser feito de maneira a prover não só melhores vias, mas sinalização adequada, com calçadas, ciclovias e ciclofaixas apropriadas e devidamente arborizadas; além de cruzamentos e intersecções padronizados, de modo a prover lugares seguros para pedestres e ciclistas.

Em adição, é importante apontar o caráter da rua também como espaço de convivência; e que, portanto, deve ser encarado como um lugar que deve ser qualificado de modo a priorizar a locomoção e permanência de pessoas sobre o transito de veículos motorizados. Essa importância é aumentada em espaços urbanos desenvolvidos de maneira informal, em que a conectividade destes só é efetivada de fato quando todos esses fatores são levados em consideração.

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