Hoje há mais de um milhão de veículos elétricos no mundo. Segundo estimativas, para o ano de 2030 haverá uma quantidade de 10% de carros elétricos rodando no Brasil. O mercado automobilístico vem possibilitando uma maior abertura aos carros elétricos, dado aos preços elevados da gasolina e uma maior consciência ambiental por parte da população. No entanto, se todos os carros de uma rua, por exemplo, são carregados na mesma hora, sem aviso prévio, haverá um impacto na matriz energética, podendo provocar o desligamento da rede.

Devido a este desafio, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Energia) vem conduzindo um estudo de viabilidade de carros elétricos no Brasil. O projeto é a construção de uma estrada adaptada em infraestrutura para o carregamento de baterias de carros elétricos. Hoje não há recomendações e normas técnicas e de segurança que garantam uma circulação segura, respeitosa ao meio ambiente e alinhada às exigências para garantir uma mobilidade urbana saldável para usuários de diversos modos de locomoção. A intenção do projeto é analisar impactos da inserção desse meio de transporte para que o governo seja capaz de produzir leis regulamentadoras para os elétricos.

Os carros elétricos possuem vantagens e desvantagens. O preço hoje é um problema, mas há ganhos para o consumidor final, como o baixo custo operacional do carro, que é um terço de um carro normal. A manutenção de um carro elétrico é baixa. A geração de ruídos e de poluição do ar são ínfimos. É possível carregá-lo na residência do usuário, não havendo necessidade de ir ao posto para carregar. A autonomia que ele possui hoje é mais do que precisamos para se locomover no dia-a-dia urbano.

O futuro dos carros elétricos

Quando, entretanto, ele começa a sair da zona de conforto? Quando uma pessoa quer pegar uma estrada. Hoje há carros convencionais com 500 km de autonomia. Já para os carros elétricos, essa autonomia ainda é muito baixa. Todavia, a curva de melhoramento da tecnologia da bateria é uma crescente. Os estudos em aprimoramento de baterias são intensos: hoje usa-se bateria em tudo, tudo é móvel. Além disso, o preço dela está caindo, já que essa tecnologia vem sendo difundida e aprimorada. Atualmente a porcentagem do custo da bateria em relação ao valor final do carro gira em torno de 35%, mas tende a diminuir, pensando que essa porcentagem já foi de 50%.

Para este ano, haverá um aumento de de 1,6% da demanda por carros elétricos, sendo ainda gerenciável. Tendo essa previsão com uma ou duas décadas de antecedência, a CPFL poderá preparar a rede elétrica para a nova demanda. Para um projeto inicial da CPFL, serão instalados cerca de 10 postos de recarga de carros elétricos para a região de Campinas. Esses postos irão servir para até um número de veículos determinado, e depois disso, o setor privado poderá continuar a investir quando o sistema já estiver implantado.

Os resultados do projeto poderão mostrar que medidas semelhantes às de países onde o carro elétrico cresceu dão frutos, se bem adaptadas. Apesar das barreiras políticas e tarifárias serem ainda transtornos para a implementação dos carros elétricos no Brasil, os investimentos em energias limpas e tecnologias de transporte vêm crescendo. Concomitantemente, percebe-se uma maior conscientização da população em reduzir o impacto ambiental nas cidades e uma busca por alternativas tecnológicas mais ecoeficientes à mobilidade urbana.

Quer saber mais sobre o futuro dos carros elétricos na sociedade brasileira? Fale conosco!

As informações para a realização desse post foram obtidas através de entrevistas com: Flávio Tonioli Mariotto, engenheiro eletricista e mestrando da Unicamp nesse tema; e Wendell William Teixeira, engenheiro eletricista, diretor estratégico e de inovação CPFL.

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